Como a biomassa dá nova vida aos sobrantes.

Como a biomassa dá nova vida aos sobrantes

A floresta gera muito mais do que madeira. Ao longo das operações de gestão, limpeza, desrama, corte ou exploração florestal, ficam no terreno ramos, bicadas, copas e outros materiais lenhosos.

Parte destes sobrantes florestais, quando apresenta características adequadas e existem condições para a sua recolha, pode ganhar uma nova utilização através da biomassa.

Este aproveitamento permite valorizar materiais resultantes das operações florestais e integrá-los em novas cadeias de utilização, nomeadamente para produção de calor e energia.

Ao mesmo tempo, uma gestão adequada dos sobrantes pode contribuir para operações florestais mais eficientes e para uma utilização mais completa dos recursos disponíveis.

Mas o que é exatamente a biomassa florestal? E como se transforma um sobrante numa matéria-prima com valor?

O que é a biomassa?

De forma simples, biomassa é matéria orgânica que pode ser utilizada como fonte de energia. Pode ter diferentes origens, incluindo materiais agrícolas e florestais.

Quando falamos de biomassa florestal, referimo-nos à matéria orgânica de origem florestal que, quando reúne as condições necessárias, pode ser aproveitada para fins energéticos ou integrada noutros processos de valorização.

Neste contexto, podem estar incluídos determinados materiais lenhosos provenientes das operações realizadas na floresta. O seu aproveitamento depende, contudo, de fatores como o tipo e qualidade do material, a quantidade disponível, a humidade, a acessibilidade ao local e a viabilidade técnica e económica da operação.

Por isso, biomassa florestal e sobrantes florestais não são necessariamente sinónimos: nem todos os sobrantes têm características ou condições que justifiquem a sua valorização como biomassa.

O que são sobrantes florestais?

Os sobrantes florestais são materiais que resultam de intervenções e operações realizadas em espaços florestais. Não devem ser confundidos com “resíduos” em sentido genérico, uma vez que têm uma origem e características específicas associadas à atividade florestal.

Podem resultar, por exemplo, de trabalhos de corte, desrama, limpeza ou exploração de povoamentos.

Que materiais podem ficar no terreno?

Dependendo da espécie florestal e do tipo de intervenção, podem existir:

  • ramos e ramagens;
  • copas e bicadas;
  • pequenas secções de madeira;
  • material lenhoso resultante de cortes;
  • outros sobrantes vegetais provenientes de determinadas operações florestais.

A quantidade, dimensão e características destes materiais variam de operação para operação. O destino mais adequado deve, por isso, ser avaliado caso a caso.

Em determinadas situações, parte dos sobrantes pode permanecer no terreno por razões técnicas, operacionais ou relacionadas com a gestão do solo e do ecossistema. Noutros casos, a recolha e valorização podem representar uma alternativa adequada.

Como os sobrantes se transformam em biomassa

A transformação dos sobrantes florestais em biomassa não se resume a retirar material da floresta. É um processo que deve estar articulado com o planeamento e a execução das operações florestais.

1. Avaliação do material

O primeiro passo consiste em perceber que sobrantes existem, em que quantidade e com que características.

Nem todo o material é adequado para recolha ou valorização energética. A decisão pode considerar fatores como a dimensão dos sobrantes, o teor de humidade, a presença de impurezas, a localização e os custos associados à operação.

2. Recolha dos sobrantes

Quando o aproveitamento é tecnicamente adequado, os sobrantes selecionados podem ser agrupados e recolhidos com equipamentos e métodos adaptados ao terreno e ao tipo de material.

O planeamento é particularmente importante nesta fase. A circulação de máquinas, a acessibilidade, as condições do solo e a distância até ao destino do material podem influenciar a eficiência da operação.

3. Processamento

Após a recolha, o material pode passar por processos que facilitam o transporte, armazenamento ou utilização posterior.

Um exemplo comum é a estilha, em que o material lenhoso é fragmentado em partículas de menor dimensão. Dependendo do destino e das especificações necessárias, podem existir outros processos de preparação.

O objetivo é obter um material com características compatíveis com a utilização prevista.

4. Transporte e valorização

Depois de preparado, o material pode ser encaminhado para unidades ou instalações capazes de o utilizar ou transformar.

É nesta fase que um material resultante de uma operação florestal pode entrar numa nova cadeia de valor, em vez de ser tratado apenas como um sobrante sem utilização económica.

Para que serve a biomassa florestal?

Uma das utilizações mais conhecidas da biomassa é a produção de energia térmica, através da combustão controlada em equipamentos e instalações adequados.

Pode, por exemplo, ser utilizada na produção de calor para edifícios, processos industriais ou outras necessidades térmicas.

A biomassa também pode ser utilizada na produção de eletricidade, nomeadamente em instalações concebidas para esse fim, e existem sistemas de cogeração capazes de produzir simultaneamente calor e eletricidade.

A utilização concreta depende sempre das características do combustível, dos equipamentos existentes e dos requisitos da instalação que recebe o material.

Por esse motivo, a valorização começa muito antes da utilização final: uma recolha, preparação e logística adequadas são importantes para que a biomassa tenha as características necessárias para o destino previsto.

Biomassa e economia circular na floresta

A lógica da economia circular procura prolongar a utilização dos recursos e encontrar novas aplicações para materiais que resultam dos processos produtivos.

No setor florestal, a valorização de determinados sobrantes através da biomassa pode fazer parte desta abordagem.

Imagine-se uma operação de exploração em que a madeira com as características pretendidas segue para os seus destinos industriais. Dessa mesma intervenção podem resultar ramos, copas e outros materiais lenhosos que não têm a mesma aplicação.

Quando as condições o permitem, parte destes sobrantes pode ser recolhida e preparada para utilização energética. Desta forma, diferentes componentes resultantes da mesma operação podem encontrar destinos adequados às respetivas características.

Isto não significa que todos os sobrantes devam ser retirados da floresta. A decisão deve ter em conta as condições específicas do local e da operação, bem como critérios técnicos, económicos e de gestão florestal.

A economia circular aplicada à floresta passa precisamente por esta análise: procurar utilizações adequadas para os recursos disponíveis, sem assumir que existe uma solução única para todos os materiais ou terrenos.

O papel da gestão florestal

Para que a valorização da biomassa seja eficiente, é importante considerar os sobrantes desde o planeamento das operações.

Uma gestão florestal adequada permite organizar os trabalhos tendo em conta o tipo de povoamento, os objetivos da intervenção, as características do terreno, os meios disponíveis e os possíveis destinos dos materiais resultantes.

Da floresta ao destino final

A eficiência desta cadeia depende da articulação entre várias etapas: intervenção florestal, gestão dos sobrantes, recolha, processamento, transporte e entrega.

Uma decisão numa fase pode influenciar todas as seguintes. Por exemplo, a forma como os sobrantes são organizados durante os trabalhos pode facilitar ou dificultar a recolha posterior.

Da mesma forma, a distância ao local de valorização e as condições de acesso podem determinar se uma operação é viável.

É por isso que a biomassa deve ser encarada como parte de uma cadeia integrada de gestão e valorização dos recursos florestais, e não apenas como o resultado final de um processo.

A experiência da VilaMadeiras na gestão de sobrantes e biomassa

Na VilaMadeiras, a gestão dos sobrantes é integrada nas diferentes necessidades das operações florestais.

Com experiência nas áreas da exploração e gestão florestal, a empresa atua também em trabalhos relacionados com limpeza de terrenos, gestão de sobrantes e produção e valorização de biomassa, procurando adequar cada intervenção às características do terreno, do material disponível e ao objetivo da operação.

Esta abordagem permite analisar quais os sobrantes que podem ser valorizados, de que forma devem ser geridos e qual a solução operacional mais indicada para cada situação.

Mais do que considerar todos os materiais da mesma forma, o objetivo é encontrar destinos adequados sempre que as suas características e as condições técnicas e económicas da operação o permitam.

Damos mais valor aos recursos da floresta

A biomassa mostra como determinados sobrantes florestais podem passar de um material resultante de uma operação para um recurso com nova utilidade.

Quando existe uma gestão adequada, alguns ramos, copas, bicadas e outros materiais lenhosos podem ser recolhidos, processados e encaminhados para valorização, incluindo a produção de calor e energia.

Este aproveitamento pode contribuir para uma utilização mais eficiente dos recursos florestais e para uma lógica de economia circular, desde que sejam consideradas as características do material, do terreno e de cada operação.

Com experiência em gestão e exploração florestal, a VilaMadeiras procura integrar estas diferentes etapas e encontrar soluções adequadas para a gestão e valorização dos recursos da floresta.

Quer saber mais sobre gestão florestal, limpeza de terrenos, gestão de sobrantes ou biomassa?

Contacte a VilaMadeiras para conhecer os serviços disponíveis e avaliar a solução mais adequada às características da sua propriedade ou operação.

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